Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
O Meu Singelo Tributo...
Todas as palavras seriam poucas para expressar a minha tristeza e consternação perante a notícia da morte de mais uma grande Senhora, um Ser Humano extraordinário.
R.I.P.
Publicada por Luz em 23:50:00 1 Átomos
Etiquetas: Sentida Homenagem
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Foi assim que senti quando de ti me despedi...
Hoje vou partir...
e levo comigo:
tudo o que foi dito...
tudo o que foi vivido...
tudo o que foi dito...
tudo o que foi vivido...
tudo o que ficou por dizer...
tudo o que ficou por viver...
e entre tudo o que foi
e o que podia ter sido...
perco-me na memória de nós...
tudo o que ficou por viver...
e entre tudo o que foi
e o que podia ter sido...
perco-me na memória de nós...
e levo ainda...
tudo o que não soubeste compreender...
não sendo fácil de entender...
mas é por ti que continuarei o meu viver!
... ...
"Palavras que disseste e já não dizes,
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas."
Pedro Tamen
tudo o que não soubeste compreender...
não sendo fácil de entender...
mas é por ti que continuarei o meu viver!
... ...
"Palavras que disseste e já não dizes,
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas."
Pedro Tamen
Publicada por Luz em 23:30:00 1 Átomos
Etiquetas: Momento Pensamento Sentido
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Às Vezes...
"Às vezes, penso que é impossível que entendas completamente aquilo que sinto. A culpa não é tua. Não existe culpa. As palavras que tenho são muito insuficientes, são muito imperfeitas. E se, num momento, vejo a minha mão deslizar sobre a pele do teu rosto, ou sobre a pele do teu pescoço, ou sobre a pele da tua voz olhar presença, sou atingido por um raio e tenho de dizer palavras, tenho de tentar dizer-te aquilo que sinto. Esses são os momentos em que digo a palavra amor. Palavra insuficiente e imperfeita que não sei o que te diz. Esses são os momentos em que sinto que qualquer coisa grande como o mundo me atravessa; a primavera inteira atravessa-me; as vozes e os sorrisos de todas as crianças atravessam-me; a lua, nós conhecemos a lua, a sua luz tão lenta no céu da noite, e a noite iluminada por luz, luz estendida sobre o rio onde se estende o nosso olhar imenso, cheio qualquer coisa grande como o mundo, a lua, a noite e a luz atravessam-me. E digo a palavra amor como se dissesse tudo isto. E, quando me dizes a palavra amor, acredito que partilhamos palavras. E podemos dizer essa palavra dentro de um beijo. Os nossos lábios juntos a fazerem os mesmos movimentos, a fazerem as formas dessa palavra: a m o r. Juntos. E há outra palavra que não sabemos como dizer: felicidade. Dizemos felicidade e, dentro do instante dessa palavra, sentimos alguma coisa que chamamos por esse nome. É também grande como o mundo. Quando estamos juntos, de mãos dadas, quando nos abraçamos e os nossos corpos se tocam mais do que se estivessem apenas a tocar-se, quando as nossas vozes são a mesma, quando as nossas palavras, sentimos muitas coisas grandes como o mundo. O mundo é tantas vezes infinito.No entanto, quando estou sozinho por um momento, quando o teu rosto é apenas tocado pela minha memória, penso que é impossível que entendas completamente aquilo que sinto. A culpa não é minha. Não existe culpa. Daquilo que sinto, dessas palavras, amor, felicidade, sei apenas que são grandes como o mundo quando o mundo é infinito. Posso estar na rua, posso estar no meu quarto, posso ter acabado de acordar e o meu corpo fica rodeado pelas folhas do outono que o vento agita, fica rodeado de pássaros e a claridade é a pureza singela, como os teus olhos, como os teus lábios, como os teus dedos, como a tua pele. É tão grande. Tão grande. E é por isso que penso que é impossível que entendas, mas depois penso que nós, a palavra amor, isto, tão grande, nós somos feitos de tantas coisas impossíveis, tantas coisas de que duvidamos, tantas coisas que verdadeiramente acreditámos impossíveis, com todas as certezas, com todas as dúvidas. Nós somos impossíveis e, no entanto, no entanto, no entanto, estamos aqui, dizemos essa palavra impossível, amor, e vemos significados na voz, na pele, no olhar e dentro de nós. Tu sabes que existe o medo. Gostava de poder dizer-te para não teres medo, mas eu também sei que existe o medo. Na vertigem, de repente, esse momento. Penso que é impossível. E é quando gostava que me desses a mão. Tu sabes que é assim. Existe tudo dentro dessa palavra, amor, essa palavra que dizemos e que nos soterra. Estamos debaixo dela como se estivéssemos debaixo de montanhas, como se existíssemos no centro do céu sem nuvens. E imaginamos que todos podem ver-nos, e imaginamos que ninguém nos vê. Possível e impossível.Quando digo amor, apenas esta palavra, amor, gostava de dizer-te que por trás do meu rosto estão todos os gestos que poderão amparar-te quando precisares, todos precisamos de gestos e de palavras às vezes, eu tenho e terei esses gestos e essas palavras para ti; gostava de dizer-te que o sangue começou já a correr pelas ruas do futuro, e o sangue tem essa pureza singela da claridade, gostava de falar-te do mar, mas tu sabes mais do que eu sobre o mar, um infinito de coisas simples; gostava de dizer-te que por trás do meu rosto existe de novo o meu rosto e existe o teu rosto e existe a esperança, a rua da esperança. Estamos aqui. Juntos. Posso estar na rua, posso estar no meu quarto, e sei, sinto que estamos de mãos dadas, abraçamo-nos e os nossos corpos tocam-se mais do que se estivessem apenas a tocar-se, as nossas vozes são a mesma. É tão grande. Tão grande. Possível e impossível. E poderia continuar a dizer palavras, tudo, mundo, sempre, e todas essas palavras seriam insuficientes e tão imperfeitas. A culpa não é tua, não é minha. Não existe culpa. Existe o contrário da culpa, qualquer coisa boa e absoluta. Estendo a minha mão dentro dessa névoa luminosa. Sinto essa claridade na minha pele. Sou atingido por um raio e sei que poderia continuar a dizer palavras, mas agora olho-te nos olhos, atravesso-os e sou atravessado por eles, o teu rosto está à distância da minha respiração, os teus dedos e os meus dedos, a nossa pele, e sei que poderia continuar a dizer palavras, mas agora olho-te nos olhos e basta-me a verdade desta palavra, amor, e basta-me a verdade do teu nome."
José Luís Peixoto
Uma verdade que tantas e tantas vezes desconheces...
ou simplesmente queres desconhecer...
e alguém fica a perder...
Sábado, 19 de Novembro de 2011
Sábado, 5 de Novembro de 2011
Partilha...
"A minha Luz, Há uma luz que nunca se apaga: A vossa, razão do meu Viver que me deu o Ser!"
Foi com esta frase que quis ilustrar o meu bolo de aniversário, uma frase que dedico por inteiro aos meus Pais e partilho aqui convosco.
Mais um dia, mais um ano de vida que agradeço ao Criador, aos meus Pais e a todos aqueles que me Amam que eu Amo e fazem parte da minha vida de uma forma muito especial e particular, cada um com um papel único e insubstituível.
Quero aqui deixar o meu obrigada a todos aqueles que hoje me deixaram palavras de amizade e carinho por mensagens escritas, ou num telefonema neste dia que foi e sempre será especial na minha vida independentemente da maior tristeza que vive cá dentro - a falta do meu Pai, mas como disse o meu irmão, "estes dias são sempre felizes porque os ausentes estão sempre presentes" e, é mesmo esse o espírito que importa sentir e viver com força dia-a-dia e deste modo promover e honrar cada vez mais o papel daqueles que mais Amamos na nossa vida.
Não posso deixar de agradecer uma vez mais a todos pela lembrança, por não terem esquecido, por terem retirado um pouco do seu tempo e de uma forma simples, mas sincera felicitarem-me por este dia. São momentos como estes que mais tocam o meu coração, deixando-o na minha mão a pulsar de emoção.
Por tudo o que representam para mim um sentido e forte Abraço para todos que hoje quiseram demonstrar a sua presença na minha vida.
Por tudo o que representam para mim um sentido e forte Abraço para todos que hoje quiseram demonstrar a sua presença na minha vida.
Como comecei por dizer, foi mais um dia, mais um ano que passou, um ano uma vez mais pleno de muitas emoções, de muitos momentos que para sempre irão ficar marcados na minha vida, momentos bons, momentos menos bons... mas é a vida tal como ela é na sua mais pura essência. Infelizes daqueles que desconhecem o seu sentido e perdem a melhor parte desperdiçando todos os ensinamentos que a vida nos dá em cada dia-a-dia, perdendo-se no acessório e em pensamentos mesquinhos, em imagens que apenas existem nas suas cabeças por puro desconhecimento de si próprios - creio que deste assunto falarei um dia destes...
Nunca o neguei, não tem sido fácil, tem sido difícil, tem sido complicado, tem sido sofrido, tem doído demais ter de aprender a (con)viver com a "ausência" da pessoa mais importante da nossa vida e, neste dia fica sempre mais difícil, quando já é o 10.º ano em que não estás... mas ao mesmo tempo há também todo um espírito de imensa felicidade, algo que me inunda, que me habita todo o corpo e alma por saber como é grandiosa a tua presença na minha vida e em mim, como tu consegues estar sempre tão presente no meio de nós todos os dias da nossa vida e, neste dia só me resta agradecer-te uma vez mais a Luz que és tu e que me tem iluminado ao longo de toda a vida.
A ti querido Pai e também a ti querida Mãe que tens sido uma Grande Mulher, uma autêntica Valente, mais do que alguma vez pensaste que conseguirias ser dedico cada dia da minha vida que é a vossa vida, a razão do meu viver; cada gesto meu será sempre continuidade daquilo que vocês me transmitiram, o melhor e maior legado que alguma vez eu podia ter, a educação, os valores e princípios que tão bem me transmitiram, o verdadeiro sentido de amor ao próximo e saber quando despir a camisola pelo outro.
Obrigada por não terem apenas me dado a vida, mas acima de tudo por terem sempre existido na mesma em todos os momentos, em todas as horas.
Com todo o meu Amor, eterno e incondicional tal como o concebo dentro de mim é vosso.
Beautiful Day... My Day...
Publicada por Luz em 00:00:00 1 Átomos
Etiquetas: Momento Pensamento Sentido
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
Naquele Dia Despi-Me[Te]...
Despi-me... decidi provar do fruto que me veste e envolver-te em mim…
Consegui fundir o meu corpo junto com o teu, todos os nossos sentires e sentidos… cheiros, sabores, perfumes, odores… bebi dos teus lábios o calor da tua pele…
Consegui fundir o meu corpo junto com o teu, todos os nossos sentires e sentidos… cheiros, sabores, perfumes, odores… bebi dos teus lábios o calor da tua pele…
Despi-me... fui gota de orvalho que deslizou pelo teu corpo até ser o rio que começa em ti e desagua em mim…
Despi-me... deixei-me rolar, voar, ser o teu céu, o teu mar e em ti brilhar…
Navegámos um no outro ao sabor da maré… deixámos-nos levar pelo vento gélido…
Despi-me... fui o teu olhar e tu foste o meu… quente, doce, sereno, inquieto, lânguido e ansioso…
Despi-me... e despi-te de todos os medos e segredos... de todos os quereres e vontades contidas...
Foi aquele o primeiro dia que despi-me[te] só para ti.
Publicada por Luz em 00:00:00 0 Átomos
Etiquetas: Momento Pensamento Sentido
Sábado, 15 de Outubro de 2011
Os Instantes...
devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.
foste eterna até ao fim.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.
foste eterna até ao fim.
José Luís Peixoto
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Infinita Dor...
dói-me...
o corpo... o coração... a alma...
dói-me tudo... em mim toda...
dói-me...
tira-me esta infinita dor...
dói-me...
esta tristeza...
transforma-a no (teu) amor.
Publicada por Luz em 00:00:00 1 Átomos
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Começo a Sentir...
Hoje…
Começo a sentir o Outono…
As árvores ainda não começaram a despir-se das folhas amarelas, mas na nossa vida os dias parecem cair a pique… A mudança é eminente, tudo na vida muda… tudo é movimento, é dinâmico…
Hoje…
Começo a sentir o Outono… e lembro-me do Inverno, daqueles dias, das memórias que nos fizeram chegar aqui e nos aqueceram a alma, daquelas que nos fizeram largar tudo e correr um para o outro… largámos tudo por beijos e abraços… por palavras de saudade… palavras que ficaram agora no vazio como um grito solto num penhasco que apenas deixa ecoar os segredos nunca ditos…
Hoje…
Começo a sentir o Outono… e sinto a sedução da Primavera, o canto dos pássaros... no ar sinto as promessas de algo novo por acontecer... redescobrimo-nos... reinventamo-nos um ao outro...
Hoje...
Começo a sentir o Outono... e no Verão conseguimos ser nós... mas nem o dia mais solarengo conseguia ofuscar tanto como as horas que conseguíamos desfrutar juntos um no outro... dias em que trocámos palavras... beijos... abraços... carícias... sem promessas... nem despedidas... apenas o simples desejo de ficar...
Publicada por Luz em 00:00:00 3 Átomos
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